sexta-feira, 14 de agosto de 2015

ENCONTRO PPIP/ LABORATÓRIOS 14/08

Rio de Janeiro, 14 de agosto de 2015

  PPIP
2 tempos

Objetivos:

Alimentar a planilha da turma Nome e CPF
Escolher sugestão de escolas para EF e PEJA

Laboratórios

4 tempos

Objetivos:

Apresentar as propostas de trabalho para os Laboratórios de AEE e Culturas no 3º bimestre
Iniciar a apresentação dos grupos 1 e 3 com o brinquedo "Jogo da Onça"

Através do Jogo da Onça envolver os Laboratórios Vida e Natureza, Linguagem e Culturas



JOGO DA ONÇA
As atividades que envolvem disputa ou desafio são sucessos garantidos. Além de estimular o raciocínio e a concentração, ajuda a compreender regras importantes na escola e na vida
 Jogo da onça A criançada desenvolve o raciocínio lógico e a noção de estratégia nesse tabuleiro
IDADE A partir de 8 anos. O QUE DESENVOLVE Capacidade de criar estratégias, concentração e noção de linhas e direção. COMO FAZER Conte para a turma que esse jogo é praticado pelos índios Bororo, da aldeia Meruri, no Mato Grosso. Para que seus alunos joguem como os pequenos índios, leve a turma a um espaço em que o chão seja de areia. Caso a escola não tenha um lugar assim, desenhe o tabuleiro no pátio com giz ou em um pedaço de papel com caneta hidrocor. Ensine cada dupla a traçar seu tabuleiro. Dê 14 feijões e um milho ou 14 pedrinhas iguais e uma maior para cada dupla. Os feijões ou as pedrinhas serão os cães; o milho ou a pedra maior, a onça. Peça a eles que disponham as peças no tabuleiro, conforme o gráfico abaixo. COMO JOGAR Duas crianças participam. Os jogadores decidem no par-ou-ímpar quem vai ser a onça e quem vai representar os 14 cachorros. A peça que representa a onça fica bem no centro do tabuleiro e as demais, atrás, à direita e à esquerda. A onça começa. Tanto ela como os cães podem andar uma casa vizinha vazia por vez, em qualquer direção. A onça ganha se conseguir "comer" cinco cães, como no jogo de dama - pulando o cachorro e se dirigindo à próxima casa vazia. Ela também pode "comer" cães em sequência, seguindo o mesmo princípio. Os cachorros não podem "comer" a onça. O objetivo é cercá-la por todos os lados. A dica aos cães é encurralar a onça para o espaço representado pelo triângulo no tabuleiro - uma espécie de armadilha para capturá-la. Na próxima jogada, os papéis se invertem. O jogador que era a onça passa a representar os cachorros, e vice-versa.

CONSULTORIA: GRAÇA SETTE, ORIENTADORA PEDAGÓGICA DO PROJETO JOGOS INDÍGENAS DO BRASIL, DA LOJA ORIGEM, JOGOS & OBJETOS, EM SÃO PAULO; E MAURÍCIO DE ARAÚJO LIMA, COORDENADOR DO PROJETO, DE SÃO PAULO

Atividade a partir do livro: "O Jogo da onça e outras brincadeiras indígenas" - Maurício Lima e Antônio Barreto
O livro descreve uma expedição que visitou várias tribos indígenas.
O jogo da onça é uma das brincadeiras indígenas, que auxilia muito no raciocínio lógico. Além de ser jogado no tabuleiro, pode inicialmente ser desenhado no chão e os alunos se movem como se fossem as peças.

TABULEIRO



REGRAS

O vídeo retirado youtube explica melhor...
TRABALHO  DO GRUPO
PESQUISAR SOBRE A ORIGEM DO JOGO E REGRAS
CONFECIONAR DE ACORDO COM A ARTE INDÍGENA. PROCURE PESQUISAR GRAFISMOS, CORES ETC
UTILIZAR RECURSOS LIGADOS A CULTURA INDÍGENA PARA FABRICAÇÃO DAS PEÇAS
SÃO 14 PEAS IGUAIS E UMA DIRENTE
MONTE UM PLANO DE AULA PARA O PRIMEIRO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL. PESQUISE NO SITE DA SME  SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO, LINK AO LADO ESQUERDO “MATERIAL PEDAGÓGICO”. Aparecerá uma página com outros itens, vá no link ORIENTAÇÕES CURRICULARES , vá em Leia mais » Clike em Orientações curriculares revisadas de Matemática. A partir da página 5, escolha conteúdos, objetivo e habilidades que possa desenvolver com essa atividade.
Orientações Curriculares Revisadas 2013
APLICAR NA TURMA. Mostrando como trabalhar no ensino fundamental – 1º ano ou 2º ano.



ENCONTRO PPIP/ LABORATÓRIOS 14/08

Rio de Janeiro, 14 de agosto de 2015.

Laboratório Culturas

3º Trabalho

Bloggar
Trabalho para os  grupos

A) Histórias Infantis atuais que envolvam a cultura indígena e africana (dois livros  de cada) - 1,0

Postar:
Foto da capa e resumo da história
Sugestão de como trabalhar no Ensino Fundamental ou na Educação Infantil

B) Ação afirmativa de uma ONG na zona norte do Rio de Janeiro, de preferência, em Madureira.
Postar:
Foto. Nome da ONG. Local. Atividade ou atividades oferecidas. Horário. Como ser atendido (Orientações). Como ser voluntário (Orientações) 1,0

Presença e Participação 1,0
5º Saerjinho

Rio de Janeiro, 14 de agosto de 2015.

2º trabalho

Dia 21 de agosto
Vídeo Xadrez das cores 2,0
(Em dupla ou trio)

Relatório considerando os itens abaixo:
No mínimo 20 linhas

Breve resumo sobre o conteúdo do vídeo
A formação do povo brasileiro
As ideias construídas historicamente. Os aspectos que denotam o preconceito, ou seja, o conceito engessado e entecipado pelas informações e conhecimentos ideologicamente repassados ao longo da história, tanto  de Maria, quanto de  Cida. Além da cor, quais os outros aspectos levantados que são marcados pelo preconceito no Brasil.
O jogo de Xadrez. Você conhece esse jogo? Por qual motivo esse jogo foi escolhido para simbolizar a relação entre "Cidas" e "Marias"?

O curta metragem “o xadrez das cores”, retrata, em outras coisas, mas principalmente o racismo e o preconceito social. Mas também uma forma de utilização do xadrez que é bastante interessante: o xadrez como uma ferramenta social e de resgate da cidadania!
Cida, uma mulher negra de quarenta anos, vai trabalhar para Maria, uma velha de oitenta anos, viúva e sem filhos, que é extremamente racista. A relação entre as duas mulheres começa tumultuada, com Maria tripudiando em cima de Cida por ela ser negra. Cida atura a tudo em silêncio, por precisar do dinheiro, até que decide se vingar através de um jogo de xadrez.
Cida, o personagem que é uma empregada doméstica, pobre, humilde e residente de uma comunidade também pobre ou carente, acaba se interessando pelo jogo de xadrez, e acaba por aprender através de uma barganha que faz com Maria, sua arrogante e prepotente patroa de oitenta anos, se vislumbrando com a “arte de caissa”, e acaba levando o que aprendeu, após fazer pequenos estudos acerca das regras e de como melhorar seu jogo, para sua comunidade pobre, no intuito de através do xadrez,tentar retirar as crianças e adolescentes do contato com coisas nocivas a elas, como o interesse dos meninos e meninas pelo mundo do crime, o que é muito comum em comunidades onde o crime organizado domina, e com isso acaba despertando o interesse deles que passam a praticar o xadrez, inclusive de maneira improvisada, com material enxadristico confeccionado por eles próprios. Muito interessante!
Comentário pedagógico:
O Xadrez das Cores também é um filme que nos incomoda, é impossível manter-se distante da tensão das personagens. A forma como a história é construída nos convida a participar do enredo. Vamos tomando parte do jogo. A alusão ao jogo de xadrez é outro elemento intrigante, esse é um jogo de raciocínio. Está feito o convite para alunos e professores: para combater a discriminação é preciso pensar, refletir, entender as raízes do preconceito. Precisamos unir nossas vozes na luta contra o preconceito, e como em um jogo de xadrez, saber fazer toda a diferença. O conhecimento pode ser conquistado e assim como faz a personagem Cida, é preciso virar o jogo. As personagens do filme apresentam-se como forças contrárias: rico e pobre, o branco, o negro, a patroa, a empregada. Apesar da relação contrária existente, ambas possuem em comum a força, a determinação. Maria insiste em oprimir, Cida aceita por causa da necessidade da situação, mas utiliza-se do tabuleiro do xadrez para conhecer sua oponente. Não se satisfaz com suas derrotas. Apesar de ver suas peças negras sendo jogadas no lixo prazerosamente por sua patroa, estuda a adversária, busca um conhecimento que não tem. Uma das mais belas lições do filme é a negação do conformismo, da busca pelo conhecimento para a transformação dos fatos. É alquimia do conhecimento. É esse desejo que a escola tem que despertar. O jogo de xadrez é outra bela simbologia... Tem os peões, o rei, a rainha, o movimento das peças... O objetivo do jogo é que cada jogador coloque o rei adversário ‘sob ataque’, de tal forma que o adversário não tenha lance legal a evitar a ‘captura’ de seu rei no lance seguinte. O jogador a alcançar tal objetivo, ganhou a partida e diz-se, deu “xeque mate’ no adversário. O jogador que levou o “xeque mate”, perdeu a partida. É um jogo de raciocínio, de inteligência, no qual o tabuleiro é o palco aonde os personagens vão mostrando suas habilidades. Competências estas que são conquistadas a cada movimento, a cada jogada. Como o ser humano que se desenvolve, não nasce pronto, mas vive suas escolhas. A forma como conduzimos nossas vidas indica o quanto iremos evoluir. Cida representante da classe mais excluída de nossa sociedade, deixa-nos a vontade de persistir, de mudar, de levar o jogo, o lúdico, o envolvimento aonde era só esquecimento.
Quando apresentei esse filme aos meus alunos, tinha um certo receio de como seria a reação deles diante do que vissem, e convidei os pais, alguns vieram, posicionei os pais no fundo da sala, e as crianças de frente para o televisor de 29", fiquei atento a suas reações, durante toda a exibição, queria saber como estavam as "cabeças" dos meninos e meninas, queria que os pais também soubessem. Quando acabou a exibição inquiri os alunos acerca do que eles puderam tirar de proveitoso do filme e como eles viam a relação dos conflitos com o jogo de xadrez? Para minha surpresa, perceberam as mensagens contidas no filme de forma que impressionaram inclusive os pais, ou seja, as "cabecinhas" deles estão ótimas! Retrataram os conflitos existentes e conseguiram também enxergar os benefícios e as lições que o curta nos deixou.
Por Celso Renato

Texto de Apoio:
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Etica/1_rel_etica.pdf

ENCONTRO PPIP/ LABORATÓRIOS 14/08

Rio de Janeiro, 14 de agosto de 2015.


3º Bimestre

Laboratório Culturas Descobrindo o papel e a importância da comunicação no convívio cultural


Analisar o papel social e o impacto que essas formas
de comunicação exercem sobre o comportamento social doseducandos.
Identificar as ações afirmativas construídas pelo governo e/ou pela sociedade civil, como ONGs, associações
etc.

Ações afirmativas

1º trabalho

Grupos 5,0
Por escrito, apresentar com uso de cartaz ou outro recurso

Acompanhar uma notícia a respeito das políticas de ações afirmativas durante o mês de agosto e parte do mês de setembro
Apresentar à turma no dia 18 de setembro

Turma 2,0
Debate dia 25/09
 Quais são as melhores soluções para eliminar desigualdades historicamente construídas? As ações afirmativas pretendem ser uma resposta para esta questão. Portanto, discutir sobre o significado e as implicações das ações afirmativas.


Políticas públicas e ações afirmativas
/
Breve histórico
A ação afirmativa teve início nos Estados Unidos na década de 1960, com o objetivo de melhorar as condições de vida da população negra, dada a grande segregação racial que existia naquele país. Em seguida, ações semelhantes foram adotadas em outros países. Os grupos-alvo variavam de acordo com a necessidade de cada país, estando principalmente focadas em questões de raça e gênero. As principais áreas contempladas foram o mercado de trabalho, a educação e a política (Moehlecke, 2002).
No Brasil, as primeiras ações afirmativas datam da década de 1980 (Moehlecke, 2002; Trindade, 1998). Em 1983, foi criado um projeto de lei (nº 1.332), que propunha ações compensatórias para a população negra; entretanto, o projeto não foi aprovado pelo Congresso Nacional (somente a partir de 2001 foram aprovadas políticas públicas para a população negra). Em 1988, através da Constituição, surgem ações afirmativas no mercado de trabalho, a fim de proteger mulheres e pessoas com deficiência.
Ação afirmativa
A ação afirmativa busca corrigir uma situação de discriminação e desigualdade que acomete certos grupos através de medidas sociais, econômicas, políticas ou culturais (Moehlecke, 2002).
Há dois tipos de ação afirmativa (Guimarães, 1999):
  • Ação preventiva: quando é uma medida de incentivo, a fim de que o indivíduo possa competir em igualdade. Por exemplo, a criação de cursinhos pré-vestibular para a população negra e/ou de baixa renda e também o programa de bolsas de estudos para universidades privadas (Prouni).
  • Ação reparatória ou compensatória: quando é uma medida que estabelece um tratamento diferenciado para os membros de um grupo. Por exemplo, a reserva de cotas nas universidades públicas para a população negra e/ou de baixa renda.
A ação afirmativa deve existir por tempo determinado (Moehlecke, 2002). Assim que a desigualdade for superada, a ação afirmativa não se faz mais necessária.
Além disso, a ação afirmativa não necessariamente se aplica a todos os membros de um grupo: ela se aplica somente aos membros que têm necessidade dela (Moehlecke, 2002).
Direito ou privilégio?
As ações afirmativas garantem um direito ou estabelecem um privilégio? São entendidas como um direito quando ajudam a resolver uma desigualdade que não deveria existir e são um privilégio quando alguém se beneficia delas sem realmente necessitar.
Objeções à ação afirmativa
Há objeções às ações afirmativas de caráter reparatório (e não às de caráter preventivo). Para alguns, não se deve favorecer indivíduos acometidos por desigualdades e que estão em desvantagem em relação a seus pares: basta deixar de prejudicá-los (Pires, 2012). Por este ponto de vista, medidas de caráter reparatório são vistas como incoerentes, porque buscam a igualdade através da desigualdade e discriminam para acabar com a discriminação (Moehlecke, 2002; Pires, 2012). Entretanto, outros entendem que, juridicamente, a igualdade consiste em tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais (Mello, 1995).

Bibliografia
GUIMARÃES, A. S. A. Racismo e anti-racismo no Brasil. São Paulo: FAPESP & Editora 34, 1999.
MELLO, C. A. B. Conteúdo jurídico do princípio da igualdade. São Paulo: Malheiros, 1995.
MOEHLECKE, S. Ação afirmativa: história e debates no Brasil. Cadernos de Pesquisa, 117, 2002.
PIRES, C. 2012. Objeções contra a discriminação positiva.
TRINDADE, F. A constitucionalidade da discriminação positiva. Brasília: Senado Federal, Consultoria Legislativa, 1998.

Escrito por: Drª Sandra Merlo (diretora científica do IBF)
Revisado por: Adv. José Roberto Guedes de Oliveira (assessor jurídico do IBF)
Aprovado por: Drª Anelise Junqueira Bohnen (diretora presidente do IBF)
Mª Ignês Maia Ribeiro (diretora educacional do IBF)
Mª Eliana Maria Nigro Rocha (diretora clínica do IBF)
Drª Ana Flávia L. M. Gehardt (diretora de comunicação do IBF)

ENCONTRO PPIP/ LABORATÓRIOS 14/08

Rio de Janeiro, 14 de agosto de 2015.


3º Bimestre

AEE - Formando a consciência política e técnica do Educador
Objetivo

Desenvolver o hábito da pesquisa sobre questões práticas nos ambientes escolares relacionada ao atendimento educacional especializado.
Pesquisar sobre tecnologias assistivas disponíveis que contribuem para proporcionar  ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiências e promover uma vida mais independente.

Avaliação do bimestre

Apostila Tecnologias nas escolas - Recursos Básicos de Acessibilidade Sócio digital para pessoas com deficiência (ano 2008)
capítulo 1/ capítulo 2/ capítulo 3

1º trabalho - 7,0
 Orientação:
1 - Seminário com apresentação (sem leitura), utilizando algum recurso, seja ele, visual, auditivo ou tátil.
2 -  Ler o material, discutir com o grupo o que foi lido, listar os pontos principais que deverão ser trabalhados durante o seminário e que contribuirão para esclarecer sobre acessibilidade e informações importantes para o dia a dia da escola.
 Enfatizar a promoção do ser, sua autonomia e independência.

Data de apresentação:

Setembro: 11, 18, 26
Outubro: 02

Critérios de avaliação:

Apresentação
Linguagem, coerência, estratégia, clareza
Entrega de resumo para a turma

2º trabalho - 2,0
Presença e participação

3º trabalho - 1,0
Saerjinho
 
http://www.assistiva.org.br/sites/default/files/infoteca/uploads/tecnoassistiva.pdf (apostila)




sexta-feira, 17 de julho de 2015

quinta-feira, 9 de julho de 2015

                                                              A festa e os ritmos


Em geral, o “são-joão” é comemorado de maneira semelhante na maior parte do Brasil, com poucas diferenças apenas na região Sul. No Sudeste e Centro-Oeste, é bastante comum ver manifestações artísticas em praças e quermesses. Mas é no Nordeste que ele acontece com mais força, porque, além de atrair turistas, mobiliza muitos artistas.

As festas juninas normalmente são associadas às variações do forró, um gênero musical que agrupa ritmos de origens bem distintas. Pode-se dizer que as suas principais influências são portuguesa, holandesa e indígena, o famoso termo "arrasta-pé" descreve a forma como as pessoas tinham que dançar nos terrenos de terra batida para levantar o mínimo de poeira possível.

O forró, o xaxado e o baião, bem como o xote, são popularmente conhecidos por "forró pé de serra" e costumam ser conduzidos por um sanfoneiro, um zabumbeiro (a zabumba é um tambor grande que fica preso ao corpo) e um percussionista para tocar o triângulo. Já a quadrilha, embora seja sempre associada à sanfona, está mais para uma dança do que um estilo musical.

Realizado normalmente em fila, o xaxado faz uma alusão ao som da movimentação das sandálias usadas pelos dançarinos, arrastadas durante a apresentação. 
Criado pelos cangaceiros quando os bandos eram compostos apenas de homens, passou a ser uma forma de divertimento e celebração de vitórias. Também há quem diga que servia para provocar os inimigos. Hoje não há restrição de época do ano ou de sexo para curtir esse ritmo.










O primeiro registro musical é de 1937, na canção “Forró na Roça”, dos compositores Manoel Queiróz e Xerém. Mas foi Luiz Gonzaga, no início da década de 50, e o processo de imigração dos nordestinos para o sul do país, que levaram o ritmo para o resto do Brasil. Junto com Mestre Lua, Sivuca, Genival Lacerda, Marinês e Dominguinhos são ícones desse gênero musical.












               Ritmos e danças típicas das festas juninas



Quadrilha - De origem francesa, a quadrilha era uma dança típica que celebrava os casamentos da aristocracia européia. Dançada em pares, já era praticada no Brasil desde 1820 e foi se popularizando desde então. Os tecidos finos da nobreza francesa deram lugar à chita, tecido mais barato e acessível, e o casamento nobre foi adaptado a uma encenação.
O enredo da união caipira é geralmente o mesmo: a noiva, que geralmente está grávida, é obrigada a casar pelos pais e o noivo recusa, sendo preciso a intervenção da polícia para que o caso se resolva. A quadrilha, como era no começo do século XIX, é realizada como comemoração do casório.
A mudança dos passos é anunciada por um locutor ao som do forró. Existem, hoje, as chamadas quadrilhas estilizadas com passos marcados e coreografias ensaiadas e criadas exclusivamente para uma determinada música.


 



Forró - Existem duas atribuições para a origem do nome forró. Uma delas é que corresponda etimologicamente ao termo forrobodó, que - na linguagem do caipira brasileiro - quer dizer festança ou baile popular onde há grande animação, fartura de comida e bebida e muita descontração. A outra é ao termo inglês for all (para todos), usado para designar festas feitas nas bases americanas no Nordeste, na época da Segunda Guerra Mundial, e que eram abertas ao público, ou seja, “for all” e a pronúncia local transformou a expressão em forró. A música é tocada à base da sanfona, da zabumba e do triângulo, conhecida como arrasta-pé ou pé-de-serra, sendo esta última considerada a versão mais autêntica. O ritmo sofreu algumas variações e atualmente alguns músicos incorporaram o baixo, a guitarra e a bateria às suas melodias.





           

BaiãoAcredita-se que a palavra baião tenha surgido de bailão, fazendo alusão a "baile grande". Esta dança popular do século XIX permite a improvisação, sendo mais rápido do que o xote que a torna mais viva.


A habilidade nos pés é maior, exigindo movimentos mais velozes do corpo. Os passos são acompanhados por palmas, estalos de dedos e "umbigadas". A marcação da dança segue a musicalidade dos cocos e da sanfona.


                                        



Xaxado- O nome xaxado é derivado da palavra "xaxar", uma corruptela de sachar (cavar a terra com o sacho, capinar). Os agricultores xaxam o feijão juntando a terra com uma enxada pequena no pé do caule do broto com poucos dias de nascido.

Verificando os movimentos dos pés de quem está manuseando uma enxada, limpando mato na roça ou xaxando, é semelhante aos de quem está dançando o xaxado básico.
Hoje em dia o xaxado é executado aos pares, e os grupos dançam geralmente acompanhados por conjuntos de pífano, zabumba, triângulo e sanfona, apesar de originalmente o xaxado não possuir qualquer acompanhamento, sendo uma forma predominantemente vocal, com o som das alpercatas arrastadas no chão fazendo as vezes de instrumento de percussão, ditando o ritmo da dança.


 

Trajes típicos da Festa Junina.

No final do século XIX, as damas que dançavam quadrilha usavam vestidos até os pés, sem muita roda, no estilo blusão, com gola alta, cintura marcada, mangas ¾, bem ajustadas e botinas de salto abotoadas do lado.
Traje típico das mulheres
 Os cavalheiros vestiam paletó até o joelho, com três botões, colete, calças estreitas, camisa de colarinho duro, gravata de laço e botinas.

Traje típico dos homens

Hoje em dia, na tradição rural brasileira, o vestiário típico das festas juninas não difere do de outras festas: homens e mulheres usam suas melhores roupas. 
Festas em que as pessoas usam suas melhores roupas

Nos centros urbanos, há uma interpretação do vestuário sertanejo ou caipira, baseado no hábito de confeccionar roupas femininas com tecido de chita florido e as masculinas com tecidos de algodão listrados e escuros. Assim as roupas usadas para dançar quadrilha variam conforme as características culturais de cada região.


Festa informal na Região Centro-Oeste


Festa Junina na região Norte
Festa informal Região Nordeste

Quadrilha do Norte
Caracterização no Nordeste

Festa Junina no Nordeste

Quadrilha do Nordeste
Para que todos entrem no clima da festa, é importante que venham caracterizados com trajes típicos.

 



Os trajes mais comuns são:
Para os cavalheiros: camisa xadrez, calça jeans com retalhos costurados, chapéu de palha, lenço no pescoço, bota de cano alto e bigode, desenhados com lápis de olho.

Trajes comuns
+
Maquiagem

Para as damas , vestidos de estampas florais , de cores fortes,com babados e rendas, mangas bufantes, cabelo dividido em duas tranças e amarrado com fita , chapéu de palha, meia calça, sapato, batom de cor viva e sardas desenhadas na bochecha com lápis de olho.
~~
Trajes comuns
+
Maquiagem
~


segunda-feira, 6 de julho de 2015

Origem da Festa Junina

Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que está festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina. 
De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal). 
Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.   
Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas. 


Festas Juninas no Nordeste 

Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura. 
Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto estas festas.  

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Comidas típicas: Festa Junina.


A culinária típica das festas juninas consiste dos pratos feitos para as festas de veneração a São João, Santo Antônio e São Pedro que acontecem em Junho. São normalmente pratos a base de milho como canjica, o curau e pamonha, por exemplo. Dependendo da região onde for realizada, a culinária pode ter um caráter peculiar.[1]

Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, curau, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos.

As principais bebidas e comidas de Festa Junina:

Bolo de Milho Verde
Baba de moça
Biscoito de Polvilho
Pipoca
Curau
Pamonha
Canjica
Milho Cozido
Suco de milho verde
Quentão (bebida feita com gengibre, pinga e canela)
Batata Doce Assada
Bolo de Fubá
Bom-bocado
Broa de Fubá
Cocada
Cajuzinho
Doce de Abóbora
Doce de batata-doce
Maria-mole
Pão de batata
Pastel Junino
Pé de moleque
Pinhão
Cuscuz
Quebra Queixo
Quindim
Rosquinhas de São João
Vinho Quente
Churros
Espetinho
Favo holandês
Arroz-de-cuxá
Torta de camarão
Peixe frito

ENCONTRO PPIP/ LABORATÓRIOS 03/07

Rio de Janeiro, 03 de julho de 2015

Objetivo:
Através de história infantil, cuja temática é a influência cultural e identidade:
 Sensibilizar os alunos do Curso Normal para a possibilidade de elaboração de atividades decorrentes do vídeo;
Identificar na problematização de conteúdos nas diversas áreas do conhecimento ( História, Língua Portuguesa, Artes etc.), a presença dos
  temas transversais e a riqueza de conhecimentos no espaço da sala de aula a partir da vivência e resgate de histórias pessoais.